quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Silêncio.


Existe uma dimensão de mistério no silêncio de uma pessoa. Você não é só o que aparenta, suas palavras, seus gestos, etc. É também silêncio. Gosto de afirmar que não compreendemos uma outra pessoa enquanto não nos acostumamos a " escutar seu silêncio".

É um valor que se torna patente na dificuldade; quando continuamos juntos em silêncio após havermos compartilhado algo profundamente; quando não logramos encontrar as palavras mas sabemos que estamos "falando", quando, juntos, escutamos o silêncio de Deus.

Vale a pena despertar a sensibilidade para captarmos este aspecto profundo do silêncio.

Outra dimensão pode ser nosso próprio silêncio, em dados momentos. Determinadas impertinências não podem ter melhor resposta, castigo nenhum pode doer mais; mas temos de saber sair do silêncio e não nos encerrarmos nele dias seguidos, fechados no mutismo.
Existe, finalmente um silêncio que, quando não sabemos falar, mas tudo exprime em nosso olhar.

Quando estamos vivendo momentos difíceis, não sabemos dizer o que está acontecendo. Sofremos uma contradição, um fracasso. Esse silêncio que pede tempo para assimilar, respeito, compreensão e apoio.

Esses silêncios que devemos escutar e nos quais poderemos - talvez - mais proximidade do que em mil palavras.

Esta é uma reflexão a ser cultivada. Por isso lhes digo que aprender a respeitar o silêncio é, indiscutivelmente, algo a ser respeitado.
Saber ouvir a partir do outro e não a partir de minhas "trincheiras";
Querer o bem do outro, não me impor;
Interessar-me realmente por ele;
Respeitá-lo;
Estar aberto ao pluralismo das ideias e das opiniões, sem dramatizar;
Saber responder;
Ser capaz de objetivar, de ver o que há de verdade no outro.

Apresentei-lhes uma orientação e um instrumento. Oxalá vocês desses seres abertos, transparentes pela humildade, que tudo facilitam. É preciso aprender no encontro humano, na interação e no respeitar o silêncio do amigo.

Passo a Passo


Ser feliz não é um estado adquirido no berço, como marca de nascença e estabelecido em definitivo para toda a vida, como sobrenome de família. Parece mais um aprendizado permanente, contínuo e de dificuldade crescente, que demanda contínua motivação para enfrentar essas dificuldades.
Assim, ao meu ver, existem os que aprendem mais depressa e retêm melhor esse aprendizado, e os que relutam e brigam mais contra as oportunidades e os ensinamentos dessa arte (ou ciência, quem o sabe), permanecendo num mundo de pouca luz, da depressão, do egoísmo, da infelicidade cristalizada e convicta, participando de uma doença mental e social deste final de século, que é a grande solidão coletiva.

A felicidade é algo que todo ser humano deseja e quer, independente de haver um consenso a respeito de sua conceituação. Muitos sábios e estudiosos tentaram conceituar felicidade, porém, por mais que se procure um conceito sobre felicidade, tal conceito não existe.

A felicidade é uma semente que deve ser bem preparada antes de ser plantada e cultivada para brotar, crescer, florescer e ser colhida. Ela está ao alcance de todos, independentemente de conteúdo, aspecto exterior e condições de vida, da mesma forma que todos podem cultivar uma planta qualquer num pequeno vaso em sua casa. A felicidade é algo com que podemos sonhar, que podemos imaginar, perseguir e finalmente alcançar.

A que conclusão chegamos?
Que a felicidade é algo simples e não pode ser comprada com dinheiro e poder. Está ao alcance de todos, mas poucos descobrem o caminho para ser feliz. Realmente é difícil, mas ao mesmo tempo muito fácil. Ela pode e deve ser conquistada todos os dias e encontrada nas pequenas coisas.

Felicidade é um estado de espírito e, como tal, está dentro de todos nós.
Devemos saborear as nossas conquistas, os nossos momentos de felicidade, sentir a alegria de viver, mesmo que para isso sejam necessários momentos de reflexão para chegarmos à conclusão de que temos o bastante.

Para concluir, quero e espero que você, meu leitor, entenda a vida, o que é a felicidade e como ela é simples e fácil de ser atingida em nossas vidas.

Acredite, levante-se e caminhe.
Seu sonho se realiza
Se você o realizar...
Passo a passo.

Acredito que posso e devo mudar.


Respondo baixinho, só para mim mesmo - sim, mudei bastante.

Já mudei de pele várias vezes, igualzinho a um reptil que se descasca. Não, não falo de exterioridades. É que os olhos, que são as janelas da alma, mudam de acordo com os movimentos do espírito e percebo outra cor em meus olhos.

Reconheço que argumentei muito sem a preocupação de questionar meus pressupostos. Eu me sentia satisfeito de enxergar o mundo com binóculos emprestados e, pior, invertidos.

Desejo aprender a fazer amigos sem interesses. Quero tão somente, ser honesto com minha alma, viver com integridade diante da minha família e dos meus amigos.

Sei que posso arrefecer a força de minha escrita, mas estou colado ao oficio venturoso de viver. Amo a vida porque tento entupir o ralo por onde podem descer os poucos dias de minha vida, escapo do banal.

Aprendi que, quem repete frases numa ladainha infindável não sabe nada da vida.

Aprendi que quem aparenta exageradamente justo não passa de um hipócrita.

Não dependo de quem afirma: "Pode sempre contar comigo".

Não aceito o consolo de quem prega: "Em terra de cego, quem tem um olho é rei". - imagimo que ele queira furar meu olho.

Não confio em quem diz: "Você acha que estou mentindo....? - Hum, acho que sim.

Vou logo adiantando, não partirei daqui sem antes deixar a minha reclamação clara para Deus e para todos:

PRECISO DE MAIS TEMPO PARA MUDAR.

Apenas mais um passo.


Vivemos num mundo cada vez mais superficial, em que as pessoas buscam as coisas fáceis, instantâneas e descartáveis, queremos fugir dos relacionamentos que exigem sacrifício, renúncia, perdão e recomeço.

Queremos emoções momentâneas súbitas, fugazes. Só é bom aquilo que é imediato e não exige esforços. Acontece que tudo que tem essas características são realidades que se dissolvem rapidamente. Do mesmo jeito que chegam, partem. Temos medo daquilo que exige intensificação de forças. Fugimos daquilo que exige dificuldade e empenho trabalho e empreendimento. Com isso, quando nos deparamos com os sofrimentos que existem no amor, queremos idealizar um amor sem sofrimento, uma vida inconsequente.


Uma coisa é certa:
sem esforço, garra e renúncia não existe amor.

O verdadeiro relacionamento deve ser cultivado todos os dias, e a cada dia. Sem este cultivo, o menor sentimento negativo vira dor e mata o amor.

Na convivência vamos descobrindo nossas limitações e revelando nossas carências. O pior é que revelamos também carências e limitações que desconhecemos de nós mesmos ou aquelas que nos são conhecidas, mas que permanecessem ocultas. Amizades que se solidificaram pelo caminho torturante e doloroso da angústia são mais fortes que as nascidas da simpatia.
A gente vive como quem nada, pedala ou corre. Viver é uma travessia que, muitas vezes, parece impossível.

Os percalços da viagem, inesperados. Até os parceiros que nos acompanham não são sempre dignos de confiança.
Quando achar que não tem mais forças, dê mais uma braçada, mais uma pedalada, mais um passo.
O Espírito de Deus lhe ajudará a seguir adiante!

Palavras do meu querido filho Marcelo.



TE AMO MEU PAI!!!
 Me orgulha ver seu afeto demonstrado meu pai.
VOCÊ, meu grande e melhor amigo...
Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho, quando a tarde engolia aos poucos as cores do dia e despejava sobre a terra os primeiros retalhos de sombra, eu vi que Deus veio assentar-se perto do fogão de lenha da minha casa... Chegou sem alarde... Ele tinha feições de homem feliz, realizado, parecia imerso na alegria que é própria de quem cumpriu a sina do dia e que agora recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe. Eu o olhava e pensava: Como é bom viver essa hora da vida, em que tenho direito de ter um Deus só pra mim. Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos, puxar a caneta do seu bolso e pedir que ele desenhasse um relógio... Mas aquele homem não era Deus, aquele homem era meu pai!!! (Sérgio Rezende). E foi assim que eu descobri, que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus, revelou-me Deus, com seu Jeito infinito de ser homem!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Obrigado Senhor.


Texto de Leonardo Viola Rezende, Filho querido.
Neste momento minhas palavras fogem, amedrontadas, duvidosas de si. Reconhecem que nenhuma delas poderiam, ao menos, almejar uma expressão plena do que nos envolve, do que nos mantém, seria como querer explicar Deus e Seus planos. Não nos faltou amor no vale das sombras, e com este, sinto a inspiração da vida ao enxugar meus olhos, sejam lágrimas de tristeza, sejam lágrimas de alegria. Quanto ao tesouro, os palpáveis enterrem antes de minha morte, pois o que levarei comigo não se pode tocar, não se compra e nem se vende. Sou mais eu porque sou vocês, espelhos de minha alma. Minha forca tem nomes e endereço, mas seja virando a esquina ou cruzando fronteiras, sinto a mão de meu pai em meu ombro, sinto as mãos de minha mãe em meu rosto, sinto os braços de meu querido e muito amado irmão envolvendo meu tronco, sinto a oração forte de minha vó e sinto os dedos de minha noiva, Mariana, entrelaçando os meus. Marcelo, minha destra atingiu sua face inúmeras vezes, me pergunto quantas vezes seria necessário um punhal entrar no meu coração para que eu me perdoasse por um único ato insano destes? Meu pai, quantas vezes me voltei contra o Sr. e minha mãe? e quantas vezes precisaria, eu, morrer, para que eu ouvisse a voz de vocês uma única vez? O amor de vocês sempre me trazia de volta, sempre havia um banquete a minha espera, como posso explicar isso? Não me atrevo! Quão longe vai este amor? Desafia e surpreende pessoas, comove, aquece, acalma, ensina. Este eh meu legado, pode ser seu, e seu, seu e seu também. Eh verdadeiro, eh incondicional, eh nosso prezar, nossa missão, espalhar, difundir este amor. Amor, talvez seja esta a palavra que jamais se amedrontara e que explicara todas questões as quais vocês não tem resposta. Obrigado meu Senhor.

Bajulação.


Quem escolhe o caminho menos repetido, abre mão dos aplausos, dos tapinhas nas costas e dos confetes. Na verdade, as pessoas não invejam as conquistas dos grandes heróis, sequer o preço que pagaram, mas cobiçam os aplausos, as ovações e a bajulação dos triunfantes. E tudo isso não passa de vaidade, de um nada de nada.

Amigo, entendamos: o caminho mais usado não leva a lugar nenhum porque termina no inferno da perfeição. Perfeição que cobra dos humanos um padrão que só os deuses mitológicos alcançam. Fuja dessa armadilha que não só fatiga como destrói com o ácido chamado ansiedade.

Nunca pense que jogou a vida fora por não ter alcançado as luzes da ribalta. Jamais inveje os que gravaram o nome na calçada da fama. Tudo vira pó. A glória humana se dispersa em nada. Dedique-se a construir relacionamentos significativos. Priorize os encontros despretensiosos. Doe-se sem esperar recompensa humana.
Escolha abrir sua própria picada. Evite bitolas, cabrestos, vendas, algemas. Escreva a sua história sem se preocupar se alguém vai considerá-la digna de ser publicada. Só você conhece o valor de seus momentos. Um dia, com um suspiro, você também verá que duas estradas bifurcaram e valeu ter viajado pela menos preferida.